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Como dois anônimos ganharam viagens de graça para sempre na Azul

HISTÓRIA DA AVIAÇÃO Como dois anônimos ganharam viagens de graça para sempre na Azul Concurso ajudou a escolher nome da companhia Carol Neves Publicado em 29 de outubro de 2025 às 05:58 Azul Linhas Aéreas Crédito: Reprodução Quando a Azul Linhas Aéreas se preparava para estrear no mercado brasileiro, em 2008, os executivos da nova companhia decidiram tomar um caminho pouco convencional para batizar a empresa. Em vez de contratar uma equipe restrita de criação, abriram para o público um concurso nacional que permitiria aos brasileiros sugerirem o nome daquela que viria a ser uma das maiores companhias aéreas do país. A iniciativa surgiu após uma ideia do publicitário Gianfranco “Panda” Beting, responsável pelo branding da empresa. Em 2024, ele relembrou os bastidores em entrevista ao Kritikê Podcast. Campanha para escolher nome da Azul Os dez nomes selecionados para votação final por Reprodução “Me chamaram para criar o nome e identidade visual da companhia. Tem alguns nomes que eu acho legal, já tinha feito isso para outras companhias. Tive uma ideia, falei ‘por que a gente não faz um concurso público que a gente convida as pessoas a sugerirem nomes?’”, contou. O resultado da proposta surpreendeu até quem estava à frente do projeto. “A gente fez o concurso e chamou todo mundo do Brasil para sugerir nomes para a companhia. A gente recebeu aproximadamente 200 mil nomes vindos de 120 mil pessoas. A pessoa que tivesse o nome escolhido ia voar de graça para o resto da vida”, disse Panda. A partir do universo de sugestões, uma equipe fez a triagem e chegou a dez finalistas. Em seguida, a escolha ficou nas mãos do público. Na votação final, o nome mais votado foi “Samba”. “Azul” ficou em segundo lugar. O então chairman da companhia, o empresário luso-americano David Neeleman, não se sentiu confortável com a preferência popular. Segundo Panda, ele argumentou que “Samba” poderia soar caricato no exterior. Neeleman chegou a usar um exemplo para justificar sua posição, segundo relato do publicitário: seria como ir à Itália e batizar uma companhia de “Pizza”. Veja o trecho: Panda defendeu a ideia inicial. Disse no podcast que “era a essência do Brasil” .Neeleman, não convencido, procurou o presidente da Embraer na época, Frederico Curado. “Quando um avião atrasa no Brasil vão falar que ih, sambou”, ouviu de volta. A expressão bastou para o publicitário reconsiderar. Ele relatou que voltou ao grupo de executivos e foi direto: “Não pode usar esse nome, vamos usar outro que eu gosto mais.” O consenso foi imediato: o nome da nova empresa seria Azul. A mudança de orientação deixou uma dúvida no ar. O que fazer com o vencedor do nome “Samba”, que havia sido o mais votado? Panda relembra a solução adotada. “Dá passagem de graça para os dois, Samba e Azul. E agora tem dois cara, o João e o Vitor, que voam a vida inteira de graça na Azul”, afirmou. Na época, a companhia confirmou publicamente o prêmio vitalício para os dois participantes que haviam indicado e votado, pela primeira vez, nos nomes Azul e Samba. Em comunicado, Neeleman exaltou o significado do nome escolhido: “Nós queremos que nossa companhia defina o nome, e não que o nome defina a empresa. Azul inspira sentimentos como pureza, segurança, serenidade, lealdade, qualidade e, claro, remete ao céu, a voar. Ao mesmo tempo, é um nome mais neutro que Samba”, afirmou o executivo. “A escolha do nome foi o começo de um novo conceito de relacionamento entre a empresa e seus clientes. Nossos passageiros vão ser convidados a sugerir outros detalhes do produto”, disse Neeleman na ocasião. Lançada oficialmente em 2008, a Azul iniciou operações no início de 2009 com aeronaves Embraer 195, apostando em rotas regionais, TV ao vivo a bordo e um modelo que, pouco tempo depois, reposicionou o mercado aéreo brasileiro.

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Delmiro Gouveia lança mais uma edição do PAA e fortalece apoio à agricultura familiar

O Programa de Aquisição de Alimentos, que já injetou mais de R$ 270 mil na economia local, abre novo ciclo 2025/2026 para produtores e entidades. A Prefeitura de Delmiro Gouveia, por meio da Secretaria Municipal de Agricultura, anuncia a abertura das inscrições para o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) edição 2025/2026, na modalidade Compra com Doação Simultânea (CDS). A iniciativa busca, duplamente, incentivar a produção rural e garantir o acesso a alimentos de qualidade para a população em situação de vulnerabilidade social. As inscrições para agricultores familiares fornecedores e entidades socioassistenciais recebem cadastros no período de 24 a 30 de Outubro. Os interessados devem comparecer à Secretaria Municipal de Agricultura, localizada na Avenida Mestre Henrique, n° 1018, no Bairro Novo, nos horários de 08h às 12h e das 14h às 18h. Este novo chamamento público dá continuidade ao sucesso do PAA no município, que já apresentou resultados expressivos na edição PAA 2023. O programa já movimentou um investimento superior a R$ 270 mil, recurso do Governo Federal que beneficiou produtores rurais e a rede de assistência social da cidade. Para o ciclo 2025/2026, a expectativa é a de manter o crescimento, garantindo a aquisição direta de alimentos frescos e saudáveis do campo. O PAA, essencialmente, cumpre o papel de escoar a produção da agricultura familiar e promover a segurança alimentar. Requisitos para Participação O edital completo e todos os detalhes estão disponíveis no portal oficial da prefeitura (www.delmirogouveia.al.gov.br). Confira abaixo os requisitos: Para o agricultor • Possuir CAF ativo (Cadastro Nacional da Agricultura Familiar) ou DAP válida, emitidos no território de Delmiro Gouveia/AL. • Residir e produzir no município de Delmiro Gouveia/AL. • Ser o único representante da unidade familiar inscrito no programa (sendo vedada a participação de mais de um membro da mesma família). • Estar em dia com as obrigações fiscais e cadastrais pertinentes. Documentos Necessários: • RG e CPF. • Comprovante de Residência. • CAF ativa ou DAP Válida. • Comprovante de inscrição no CadÚnico. Para as Entidades Socioassistidas • Ser entidade pública ou privada sem fins lucrativos. • Estar regularmente inscrita no Conselho Municipal de Assistência Social (CMAS). • Atender famílias e/ou pessoas em situação de vulnerabilidade e risco social, conforme previsto na Política Nacional de Assistência Social. • Possuir capacidade técnica e condições sanitárias adequadas para o armazenamento e a distribuição dos alimentos recebidos. Documentos Necessários: • Comprovante de inscrição no CNPJ da entidade. • Comprovante de inscrição da entidade no Conselho Municipal de Assistência Social (CMAS). • Relação atualizada dos beneficiários, discriminada por sexo e faixa etária: 0 a 6 anos, 7 a 15 anos, 16 a 17 anos, 18 a 64 anos, 65 anos ou mais. • Cópia do RG e CPF do(a) presidente da entidade. A Secretaria Municipal de Agricultura reforça o convite para que todos os potenciais beneficiários e fornecedores consultem o edital e participem ativamente desta importante política de desenvolvimento e assistência social.

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Câmara de Maceió homenageia Moacir Teófilo e Lívio Lima com entrega de honrarias, nesta quarta-feira (29)

Decretos foram publicados pelo presidente Chico Filho e aprovados por unanimidade pelos vereadores  Dicom/CMM A Câmara de Maceió vai homenagear, durante sessão solene, nesta quarta-feira (29), às 10h, Moacir Teófilo, diretor-presidente da Autarquia Municipal de Desenvolvimento Sustentável e Limpeza Urbana (Alurb), com a Comenda Desembargador Mário Guimarães; e o ex-secretário Municipal de Infraestrutura, Lívio Lima Fontenelle, com o Título de Cidadão Honorário de Maceió. Os decretos legislativos para entrega das honrarias foram publicados pelo presidente Chico Filho, e foram aprovados por unanimidade pelo plenário da Câmara Municipal. A sessão acontecerá no plenário do Poder Legislativo da capital, em Jaraguá. “Dois grandes nomes – Moacir Teófilo e Lívio Lima -, que têm relevantes serviços prestados para Maceió. Quando os decretos foram pautados para votação em plenário, a aprovação foi unânime”, destaca Chico Filho. Perfis  Moacir Teófilo Neto, natural de Arapiraca, é advogado, formado pelo Centro de Ensino Unificado de Brasília (CEUB). Já foi secretário municipal na cidade de Arapiraca e secretário adjunto da Assistência Social de Maceió. Atualmente é diretor-presidente da ALURB, sendo responsável por liderar a organização e garantir que os serviços de limpeza e desenvolvimento sustentável sejam executados de forma adequada. Com isso garantindo a preservação da cidade e seus espaços públicos. Lívio Lima Fontenelle Filho, de 49 anos, nascido na cidade de Senador Pompeu, no estado do Ceará, é formado em Engenharia Civil pela Universidade Federal do Ceará e é pós -graduado em dimensionamento de pavimentos. É profissional com formação e especialização nas áreas de Engenharia e tem carreira desenvolvida nas áreas de superintendência e gerenciamento de obras, planejamento, administração e gestão técnica, consultoria e fiscalização de projetos e obras de terraplenagem, pavimentação, drenagem e obras de arte corrente. Em Maceió, no ano de 2021 ingressou na Prefeitura como assessor técnico,em seguida foi nomeado Secretário Adjunto de Obras Especiais da Seminfra. Ainda em 2021, foi secretário Municipal da Infraestrutura, e tocou uma série de obras importantes para os bairros e comunidades da capital.

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Paulo Dantas anuncia primeiro concurso da história da Controladoria-Geral

Concurso para a CGE amplia a capacidade de auditoria , fiscalização e promoção da transparência pública Serão 10 vagas para o cargo de Analista de Controle Interno  Ilustração Roberta Cólen / Ascom CGE O governador Paulo Dantas anunciou, nesta terça-feira (28), o primeiro concurso da história da Controladoria-Geral do Estado de Alagoas (CGE).   O anúncio foi feito durante a live e coletiva com a imprensa sobre o maior conjunto de vagas ofertados no estado. São mais de 11 mil vagas, com investimentos de mais de R$ 700 milhões.   Para a Controladoria, serão disponibilizadas 10 vagas para o cargo de Analista de Controle Interno nível superior, sendo cinco para provimento imediato e cinco destinadas a cadastro de reserva.     O governador afirma que o concurso para a Controladoria-Geral de Alagoas representa um marco na estruturação técnica do órgão responsável pelo Controle Interno do Estado, ampliando a capacidade de auditoria, fiscalização e promoção da transparência pública.

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Filarmônica de alagoas celebra a força, diversidade e inventividade musical nordestina

Orquestra apresenta o concerto “Nordeste Vivo” dia 8 de novembro no Anexo ao Teatro Deodoro Paulo Canuto A série “Mundo” da Orquestra Filarmônica de Alagoas é feita da união de sonoridades, pessoas e elementos, também de inventividade, liberdade para explorar e homenagear e, no próximo dia 8 de novembro, às 20h na Sala de Música, no anexo ao Teatro Deodoro, veremos isso mais uma vez com o concerto ‘Nordeste Vivo’, onde a Filarmônica vai entoar uma carta de amor ao nosso amado nordeste e suas potências musicais. Os ingressos podem ser adquiridos pelo link Loja De Ingressos ou presencialmente no Armazém Anandda na R. Dep. José Lages, 372 C – Ponta Verde, os ingressos custam a partir de R$25,00, a ideia é que mais pessoas possam ter acesso a um concerto de uma orquestra, pagando um valor acessível, trabalhando assim o fortalecimento de plateia e a formação de novas. O programa celebra a força, a diversidade e a inventividade musical do Nordeste brasileiro, reunindo obras que transitam entre várias linguagens, em um concerto vibrante que exalta a identidade sonora da região. Ter o nordeste na essência, é coisa séria para a Orquestra Filarmônica de Alagoas, pois a exaltação da cultura nordestina vai do repertório e participações, até o cartaz do concerto. “O símbolo do Pavão Misterioso no cartaz não é a por mera ilustração e o vejo como figura em um realismo fantástico que nos inquieta para as definições sobre o nordeste brasileiro. O cordel original narra a história de amor entre Evangelista e a Condessa Creusa, que, após ser libertada por ele com a ajuda de um aeroplano em forma de pavão, vive ao seu lado diversas aventuras até o casamento. E por aí seguem-se às metáforas! Este é um concerto que conta histórias, passando por costumes, religiosidade, geografia e tantos outros temas de um nordeste tão rico e vivo dentro de nós”, explica o maestro e diretor artístico da orquestra, Luiz Martins O repertório inclui peças icônicas como “Concerto Sinfônico para Asa Branca” de Sivuca, a “Suite Nordestina” de Duda do Recife, e obras emblemáticas como “Mourão” (Clóvis Pereira e Guerra Peixe) e “Fuga pro Nordeste” (Dominguinhos). Também figuram canções que marcaram gerações, entre elas “Pavão Misterioso” (Ednardo), “Retrato da Vida” (Dominguinhos e Djavan), “Frevo Mulher” (Zé Ramalho), “Bicho de 7 Cabeças” (Geraldo Azevedo & Zé Ramalho), além do virtuosismo de “Bebê”, de Hermeto Pascoal. Falando em participações, esse é um detalhe que sempre engrandece os concertos da Filarmônica de Alagoas, e para esse, dois velhos conhecidos do público e da orquestra se juntam para essa celebração, o forrozeiro e irreverente Anderson Fidelis e Wilma Araújo com sua voz potente. “É sempre muito bom trabalhar com Anderson Fidelis e Wilma Araújo. São artistas que compreendem a responsabilidade e generosidade de estar em um palco, compartilhando emoções, contando histórias, as do Fidelis são um show à parte, e acima de tudo, servindo à música que nos move diariamente”, completa o maestro. Com arranjos de Wilbert Fialho, Luiz Martins e Almir Medeiros, mesclando tradição e contemporaneidade, “Nordeste Vivo” reafirma o compromisso da Filarmônica de Alagoas com a valorização da música brasileira, destacando o Nordeste como uma das mais ricas e inspiradoras fontes culturais do país. A orquestra convida o público a uma viagem pelas sonoridades nordestinas, onde o baião, o frevo, o xote e o forró ganham roupagens sinfônicas, revelando novas nuances de clássicos da nossa música. Com o apoio da Diteal , Secretaria de Estado da Cultura e da Economia Criativa, Governo de Alagoas , Armazém Annanda, Sa menina e Padoca do Sá. O concerto “Nordeste Vivo” faz parte da Lei Federal de Incentivo à Cultura – Lei Rouanet, operacionalizada pelo Ministério da Cultura (minc), contando como patrocinadora Master a Sicoob. Serviço: Concerto: Nordeste Vivo – Série Mundo Data: 08 de novembro Hora: 20h Local: Anexo Teatro Deodoro Regência e direção artística: Luiz Martins Realização: Cooperativa dos Músicos da Orquestra Filarmônica de Alagoas, Instituto Cultural e Artístico de Alagoas Vendas: Loja De Ingressos ou presencialmente no Armazém Anandda na R. Dep. José Lages, 372 C – Ponta Verde

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Feriado do Dia do Servidor: veja o que abre e fecha em Maceió nesta terça (28)

Foto: Valter Campanato / Agência Brasil O Dia do Servidor Público, comemorado nesta terça-feira (28), foi decretado como ponto facultativo em Maceió. Com isso, alguns serviços vão fechar ou funcionar com horários diferenciados. Shoppings Shopping Pátio Maceió: funcionamento normal, das 10h às 22h Maceió Shopping: funcionamento normal, das 10h às 22h Parque Shopping: funcionamento normal, das 10h às 22h Saúde As Unidades de Saúde e o PAM Salgadinho estarão fechados, retomando os atendimentos na quarta-feira (29). O Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) suspende atendimento ao público, mas mantém plantão das 8h às 16h para apreensão de animais e denúncias, pelo telefone (82) 3312-5485. A vacinação nos pontos fixos dos shoppings e no Centro de Atendimento ao Turista (CAT) estará suspensa nesta terça, retomando na quarta-feira (29). O CAT, localizado no Corredor Vera Arruda, na Jatiúca, funcionará normalmente das 8h às 19h. Judiciário Funciona em regime de plantão desde sábado (25). Atividades e prazos processuais serão retomados na quarta-feira (29). Centrais Já! Estarão fechadas e retornam na quarta-feira (29), das 8h às 17h. Trens e VLTs Funcionam em horário normal. Bancos e casas lotéricas Funcionam normalmente, já que o Dia do Servidor Público não é considerado feriado pelo calendário da Febraban TNH1

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Comida afetiva: Sabor da casa da avó vira referência na gastronomia alagoana

À frente do ÔXE, o chef Rodrigo Aragão transformou lembranças de infância em pratos autorais que unem tradição, família e regionalismo Por Nathália Conrado Outubro é o mês em que se celebra o orgulho nordestino. No dia 8, o país comemorou o Dia do Nordestino, data que exalta a força, a cultura e os sabores de uma região que transforma tradição em identidade. Em Maceió, essa celebração ganha sabor especial no restaurante ÔXE, onde a memória e a inovação se misturam em cada prato. À frente da casa está Rodrigo Aragão, professor de História que trocou o quadro negro pelas panelas e fez da cozinha um lugar de afeto, ancestralidade e resistência. A história começou de forma despretensiosa, em 2015, quando Rodrigo ajudava amigos em um pequeno food truck. À época, ainda professor, ele entrou apenas para dar uma força, mas foi a experiência ali, entre fogões e risadas, que o fez descobrir sua nova vocação. Pouco tempo depois, decidiu largar as salas de aula, fazer um curso de cozinheiro no Senac e mergulhar de vez no universo da gastronomia. “Eu gostava de cozinhar, mas não era cozinheiro. Ajudando no food truck, percebi que aquilo me fazia feliz. Quando o pequeno negócio virou restaurante, entendi que era isso que eu queria pra vida”, conta Rodrigo. Após o início modesto, veio a bagagem profissional. Ele passou por cozinhas renomadas em São Paulo, como o D.O.M, o Mocotó e o Cór – uma das primeiras casas de maturação a seco de carnes do país, as chamadas Dry Aged. Essa vivência aprimorou o olhar técnico e despertou uma inquietação: como levar a cozinha nordestina para outro patamar sem perder o sabor de casa? De volta a Maceió, em 2018, Rodrigo assumiu definitivamente o comando do ÔXE. A casa, hoje instalada em uma antiga residência no bairro da Jatiúca, guarda no ambiente e no cardápio a essência de suas origens: é uma homenagem à avó, à família e às memórias que temperam a sua vida. “A ideia sempre foi criar um ambiente onde o cliente pudesse se sentir em ‘casa’. O ÔXE é o reflexo da casa da minha avó. Aqui, tudo tem um pouco dela. A comida, o cheiro, o aconchego. Quero que as pessoas tenham essa experiência, sem formalidades, sem a tensão comportamental que às vezes um restaurante traz”, diz o chef, enquanto aponta os familiares espalhados no quadro de colaboradores do ÔXE. O pai, a mãe e o tio também trabalham com ele, reforçando o caráter afetivo que dá alma ao negócio. Inovação inspirada No cardápio, pratos que contam histórias. O arroz de leite com paçoca de charque nasceu da lembrança das sextas-feiras em família, quando a avó preparava o arroz de leite e, em outros dias, a paçoca de charque. “Ela nunca fazia os dois juntos, porque não comia carne na sexta. Então eu juntei e fiz pra todo mundo”, lembra o chef, sorrindo. Outras criações, como a cartola ÔXE e o queijo brazulaque empanado, servido com mel de engenho, mostram o lado inovador de Rodrigo, que busca valorizar ingredientes locais, como a semente de imburana, o queijo coalho e a tapioca, e transformar receitas tradicionais em experiências únicas. Ele defende o uso de produtos regionais, como o sorvete de tapioca artesanal da sorveteria Belo Monte e o queijo brazulaque, produzido em Viçosa, como forma de movimentar a economia e preservar sabores alagoanos. “É outra relação quando a gente trabalha com quem está perto. O produto chega fresco, e a gente contribui para que esses pequenos produtores cresçam junto com a gente”, afirma. Conexão produtor x empreendedor Entre os fatores que fortaleceram o negócio está a participação de Rodrigo nas rodadas de negócios promovidas pelo Sebrae. Foi nesses encontros que ele descobriu novos fornecedores e ampliou sua rede de contatos, encontrando desde produtores de camarão até quem fabrica leite de coco artesanal. “Essas rodadas são fundamentais. A gente conhece gente boa, que trabalha com seriedade, e que, talvez, eu nunca encontrasse de outra forma. O Sebrae tem esse papel importante de aproximar quem produz e quem transforma”, explica. A conexão com pequenos produtores é hoje um dos diferenciais do ÔXE, que não se limita apenas a servir comida: celebra histórias, culturas e modos de vida que resistem no tempo. Tradição que se reinventa Prestes a completar dez anos, o ÔXE representa uma nova fase da gastronomia nordestina em Alagoas. Rodrigo compreende que, para sobreviver em um mercado competitivo, é preciso inovar sem abandonar as raízes. “Durante muito tempo, restaurantes de comida regional fecharam porque não se reinventaram. A gente sobreviveu porque se abriu para o novo, mas mantendo o que somos. A comida tem que emocionar, contar uma história.” Com o crescimento do turismo em Maceió, o chef acredita que o futuro da gastronomia alagoana está justamente na autenticidade. “As pessoas querem sentir o sabor da nossa terra, viver essa experiência de aconchego. A comida nordestina é a que há de melhor no mundo, só precisa ser mostrada com orgulho.” No ÔXE, a história continua sendo escrita a cada prato servido: uma celebração da memória, da cultura e da força de um povo que transforma o cotidiano em sabor. Quer se inspirar com outras histórias que valorizam a gastronomia e os pequenos negócios de Alagoas? Acesse o nosso canal no YouTube: https://youtu.be/6OWS8ueskP8?si=i4_dW01jOWCRpat8

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Tarifa zero para 1 milhão de pessoas: região pode ganhar ônibus grátis investindo R$ 60 milhões

Proposta para a Grande Maceió estima custo anual de R$ 60 milhões — 0,26% do orçamento estadual de 2025 — e mira trabalhadores e estudantes que se deslocam entre municípios. Tarifa Zero do ônibus beneficiaria mais de 1 milhão de pessoas na região metropolitana de MaceióFoto: Imagem gerada por IA/ND A tarifa zero no transporte intermunicipal da Região Metropolitana de Maceió, que reúne cerca de 1,3 milhão de habitantes, foi apresentada na última semana à Vice-Governadoria de Alagoas como um programa estadual de subsídio. O custo estimado é de R$ 60 milhões por ano, equivalente a 0,26% do orçamento de 2025, com foco em trabalhadores e estudantes que circulam de ônibus diariamente entre os municípios. O projeto precisa ser analisado pelo governo de Alagoas e pelo legislativo de Alagoas. O governo federal também estuda propostas similares para criar a tarifa zero. Faça como milhões de leitores informados: siga o ND Mais no Google. A proposta, defendida por um grupo técnico e acadêmico, recebeu sinalização de apoio do vice-governador Ronaldo Lessa e agora depende de articulação com Arsal (Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de Alagoas) e Assembleia Legislativa para avançar. O modelo foi detalhado em 21 de outubro, na Câmara de Estudos Políticos da Vice-Governadoria, por um grupo de professores e técnicos coordenado pelo professor Cid Olival. O governo não divulgou prazo para avaliar a proposta. Projeto de tarifa zero no transporte público intermunicipal em Maceió está em estágio embrionárioFoto: MCID/Divulgação/ND Mais O texto jurídico se ampara na Constituição e Política Nacional de Mobilidade Urbana e na legislação do estado que prevê Tarifa Zero nas linhas intermunicipais que integram a Grande Maceió. Como seria o modelo do ônibus grátis A nota técnica propõe um Programa Estadual de Subsídio Metropolitano para custear integralmente as passagens nas rotas entre os municípios da região. Segundo os defensores do projeto, mais de 170 sistemas de ônibus no Brasil já adotam Tarifa Zero ou redução significativa de tarifa, o que sustentaria a viabilidade da política também em Alagoas. Quanto custa a Tarifa Zero O custo anual de R$ 60 milhões representa 0,26% do orçamento estadual projetado para 2025. Para efeito de comparação, Maceió deve aportar R$ 160,8 milhões no subsídio urbano municipal em 2025 (3,31% do orçamento local). Tarifa Zero beneficiaria população de Maceió e regiãoFoto: Prefeitura de Maceió/Divulgação/ND Mais Os defensores da a Tarifa Zero metropolitana alegam que o projeto consumiria, proporcionalmente, menos que o subsídio urbano da capital. Estudantes e trabalhadores beneficiados pela Tarifa Zero Os apoiadores do projeto defendem que a gratuidade beneficiaria diretamente trabalhadores e estudantes que dependem do deslocamento intermunicipal por motivos de trabalho, saúde, educação e lazer, com impactos esperados em mobilidade, renda disponível e inclusão social. Para sair do papel, a proposta precisa entrar na pauta do Executivo e da Assembleia; operadores intermunicipais sinalizaram apoio e solicitam prioridade do governo. Com informações de Cada Minuto e Governo de Alagoas

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Epidemia da moto: sinistros explodem e colapsam o SUS; ‘genocídio’ do asfalto ocupa 70% dos leitos de trauma no Brasil

“Fraturei a perna esquerda, quebrei parte do maxilar e levei uma pancada na base do crânio, que me prejudicou bastante”, conta Abraão Távora – JAILTON JR./JC IMAGEM Clique aqui e escute a matéria Tempo de leitura: 17 minutos Nesta reportagem especial, com texto da jornalista especializada em saúde Cinthya Leite e fotos de Jailton Jr., convidamos você, leitor, a acompanhar uma investigação sobre a escalada dos sinistros de trânsito envolvendo motocicletas. É uma realidade que tem transformado os corredores e os leitos dos hospitais em verdadeiros retratos da urgência.  Durante um processo intenso e criterioso de apuração, que durou 30 dias, analisamos dados de instituições médicas e órgãos públicos, conversamos com especialistas e conhecemos casos de pessoas que sofreram ferimentos graves, ficaram com sequelas e foram internadas para tratamento prolongado após os traumas sofridos.  O resultado dessa apuração é um retrato duro de um País em movimento, mas ferido: uma crise que atravessa o asfalto e chega aos hospitais, ao cobrar um preço alto em vidas, recursos e tempo; e que exige respostas dos governantes à altura de sua gravidade. Colapso anunciado: sinistros de moto consomem leitos e recursos da Saúde Pública no Brasil Ao longo destes 10 meses de 2025, o Hospital da Restauração (HR), maior emergência pública do Norte e Nordeste que fica no Recife, já atendeu a marca de aproximadamente 3.000 vítimas de sinistros de trânsito que envolvem motocicletas. Já Hospital Miguel Arraes (HMA), referência em ortopedia e traumatologia, localizado em Paulista (município do Grande Recife), ofereceu assistência a 806 pessoas este ano, até setembro, pelo mesmo motivo. Esses são apenas dois cenários específicos, com dados que representam a dimensão de uma crise de saúde pública nacional que sobrecarrega o sistema hospitalar, especialmente o Sistema Único de Saúde (SUS). Nos últimos 30 dias, a reportagem do Jornal do Commercio levantou e analisou dados dessa natureza, conversou com especialistas sobre a escalada de sinistros de trânsito com motocicletas e conheceu casos de pessoas que sofreram ferimentos graves, ficaram com sequelas e foram internadas para tratamento prolongado após os traumas sofridos. Ao darmos o zoom nas estatísticas de todo o Estado de Pernambuco em 2024, foram registradas 36.026 notificações de ocorrências que envolvem motocicletas nas 18 unidades sentinelas do Estado (serviços responsáveis por notificar compulsoriamente sinistros de trânsito). Entre as vítimas, 28.036 mil eram homens e 7.955 mulheres. O número de sinistros apresentou crescimento mês a mês, ao longo do ano de 2024, o que reforça a tendência de expansão de casos: em janeiro, foram 2.789 notificações; em dezembro, o número saltou para 3.512. Vamos conversar no ZAP?Receba notícias na palma da sua mão. Entre agora mesmo no nosso canal exclusivo do WhatsApp ENTRE NO CANAL DO WHATSAPP “Fraturei a perna esquerda, quebrei parte do maxilar e levei uma pancada na base do crânio, que me prejudicou bastante”, conta Abraão Távora – JAILTON JR./JC IMAGEM   Diversos fatores contribuem para as ocorrências com moto. Entre as notificações no Estado, 34,8% envolviam condutores sem habilitação, 23,2% das vítimas não utilizavam capacete, 20,6% dos sinistros ocorreram devido ao excesso de velocidade e 12,2% envolveram consumo de álcool pelo condutor. Sobre a evolução dos pacientes, nas 72 horas seguintes ao sinistro, 22,2% permaneceram internados. Segundo médicos, esse período inicial registra apenas parte das complicações, que podem se manifestar posteriormente. Ou seja, o quadro tende a se tornar mais grave com o passar dos dias de internamento. Esses números estão no boletim Sistema de Informação sobre Acidentes de Transporte Terrestre (Sinatt), divulgado pela Secretaria de Saúde de Pernambuco (SES-PE). “Assistimos ao impacto das motocicletas sobre o sistema público de saúde, sobre os profissionais que tentam manter o atendimento e sobre as famílias que dependem dessas vidas interrompidas”, destaca o diretor do HR, Petrus de Andrade Lima – JAILTON JR./JC IMAGEM   Os dados e relatos apontaram para uma realidade alarmante, e ninguém vivencia isso de forma tão intensa quanto os profissionais que lidam com o problema diariamente. No dia em que marcamos a entrevista sobre o tema no Hospital da Restauração, o diretor da unidade, o médico cirurgião de trauma Petrus de Andrade Lima, chegou atrasado. O motivo do engarrafamento que o prendeu no caminho era o mesmo tema da conversa que teríamos: um sinistro envolvendo motos, com vítimas em atendimento. Quando finalmente atravessou a porta da maior emergência pública do Norte e Nordeste para nos receber, o médico comentou sobre o episódio e já iniciou a fala. “O sistema está em evidente e precisamos chamar a atenção para esse problema. São sinistros que crescem de forma geométrica, exponencial.” A constatação não é retórica. No Hospital da Restauração, referência nacional em trauma, o volume de notificações aumenta em cerca de mil casos a cada ano. Para ele, o cenário resume um fenômeno que há muito extrapolou as estatísticas. “Assistimos ao impacto das motocicletas sobre o sistema público de saúde, sobre os profissionais que tentam manter o atendimento e sobre as famílias que dependem dessas vidas interrompidas”, destaca Petrus. O problema, reconhece o médico, tem múltiplas causas. O transporte público precário empurra a população para a moto, mais barata e ágil; as vias são inadequadas; e a fiscalização, insuficiente. A soma desses fatores tem produzido um crescimento que se tornou insustentável para o trânsito, para os hospitais e para o País. A dor pessoal e a luta pela sobrevivência Internado no Hospital da Restauração, Abraão Távora, 33 anos, trabalhava como repositor de mercadorias em loja. Ao ficar sem o emprego, ele resolveu trabalhar como mototaxista, pois já era condutor de motocicleta desde a adolescência. Mas, na segunda quinzena do mês de setembro, ele sofreu vários traumas após uma colisão no bairro Cidade Tabajara, em Olinda, município do Grande Recife. “Já piloto moto há muito tempo, e antes eu já tinha passado por uma ocorrência, mas estava na garupa, não era o condutor. Dessa última vez, tudo aconteceu enquanto eu pilotava. Minha moto bateu na placa de uma parada de ônibus. Parei, tentei ver o retorno na rodovia, mas escorreguei na pista. E depois disso, não me lembro de nada mais. Tenho certeza de que foi Deus quem me livrou”, relata Abraão. Ele recorda que só

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Nova Orla do Porto tem mais de 70% dos serviços concluídos

Calçadão de 1,5 km com pista de cooper e ciclovia está na reta final de construção Dinêz Costa/Ascom Seminfra Passeio do Porto. Foto: Clara Dâmaso/Seminfra As obras de requalificação do entorno do Porto de Jaraguá seguem avançando e já estão com mais de 70% dos serviços concluídos. Além de impulsionar o turismo, a nova orla marítima vai contribuir para a valorização da região portuária, que além de ser histórica, simboliza um marco no desenvolvimento da economia da capital alagoana. Com o projeto da Prefeitura de Maceió em andamento, a cidade ganhará mais 1,5 km de calçadão à beira-mar, ligando os bairros de Jaraguá e Pajuçara. Antes, a área onde está sendo construído o Passeio do Porto era fechada, não sendo possível o deslocamento entre os dois bairros pelo lado da praia. O calçadão da nova orla com pista de cooper e ciclovia está com os serviços na reta final. Além disso, quatro mirantes para contemplação do mar já foram concluídos e vários postes para iluminação com lâmpadas em LED foram instalados ao longo do percurso, que promete se tornar mais um cartão-postal de Maceió. Executadas pela Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminfra), as obras possuem orçamento de R$8,5 milhões e contemplam, ainda, paisagismo e instalação de mobiliário interativo, o que tornará o ambiente mais acolhedor e convidativo. Foram programados espaços “instagramáveis”, de onde as pessoas poderão registrar imagens, observando o azul do mar e o caminho do sol. De acordo com o vice-prefeito de Maceió e titular da Seminfra, Rodrigo Cunha, o empreendimento une economia e turismo, favorecendo o convívio social de moradores e visitantes. “Estamos trabalhando para entregar mais um quilômetro e meio de orla, num espaço público leve e funcional, com total infraestrutura inclusive para atividades noturnas. O que já era bom, ficará ainda melhor, pois estamos ampliando aquilo que é conhecido como nosso maior atrativo, a beleza de nossas praias”, afirma Cunha. Segunda etapa Numa segunda etapa do projeto será feita uma contenção marítima em área de cerca de 150 metros, próxima ao Porto de Jaraguá, e serão instalados guarda-corpos em pontos do trajeto. As medidas visam dar mais segurança e conforto para quem for circular pelo local.

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