Cidadania Alagoas

SAÚDE

Anvisa assina termo de compromisso para a vacina da dengue do Butantan

Acordo vai ser assinado hoje Agência Brasil Foto: BUTANTAN A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) assina nesta quarta-feira (26) com o Instituto Butantan um Termo de Compromisso para estudos e monitoramento da vacina da dengue. Segundo a Assessoria de Comunicação Social do governo federal, a assinatura deste termo é a última etapa que falta para o registro da vacina. No início de novembro já havia a previsão de aprovação da vacina da dengue do Butantã pela Anvisa. Daniel Pereira, diretor do órgão, explicou à Agência Brasil que “a vacina de dengue do Butantan é um processo prioritário para a agência”. Ele explicou que a análise do imunizante demandou “muitas horas” de discussão técnica com especialistas externos que apoiaram. O anúncio oficial do acordo entre a Anvisa e o Instituto Butantan será feito nesta quarta.

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Saúde Bucal de Maceió reforça cuidados integrais à população

Atualmente, 68 das 74 unidades de saúde da capital oferecem atendimento odontológico Nesttor Netto/Ascom SMS    Foto: Secom Maceió A Secretaria de Saúde de Maceió(SMS), por meio da Coordenação Geral de Saúde Bucal, tem fortalecido as ações de promoção da saúde e cuidado integral da população com diversas ações e campanhas, em escolas, unidades e comunidades. Uma dessas campanhas é a Semana Nacional de Prevenção do Câncer Bucal, celebrada de 01 a 07 de novembro, que tem o objetivo de promover a conscientização sobre a doença e alertar sobre seus sinais e sintomas.  Atualmente, 68 das 74 unidades de saúde da capital oferecem atendimento odontológico, o que reforça o compromisso e a acessibilidade do serviço. No PAM Salgadinho, os atendimentos realizados no bloco F incluem ações de promoção e prevenção, além de diagnósticos e possíveis tratamentos de câncer de cabeça e pescoço, ampliando o acesso da população a cuidados especializados. Ducy Lily Farias, coordenadora geral de Saúde Bucal destaca a importância desse período de prevenção.  “A Semana de Prevenção é um momento importante para reforçar a educação em saúde e aproximar o serviço da comunidade. Quanto mais cedo o câncer bucal é identificado, maiores são as chances de cura e melhor a qualidade de vida do paciente”, ressaltou. Ainda de acordo com a profissional, o fortalecimento dos serviços odontológicos especializados representa um avanço importante no cuidado integral. “O Pam Salgadinho contava com sete consultórios odontológicos e hoje já temos mais de onze instalados, funcionando no bloco F. É muito importante oferecer ao usuário todas as especialidades odontológicas para garantir o cuidado integral ao paciente, como preconiza o Ministério da Saúde na Política Nacional de Saúde Bucal e nos princípios do SUS, assegurando o acesso gratuito de qualidade”, destacou.

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Vacina contra bronquiolite chega ao SUS e representa um avanço na proteção das crianças

Pneumologista infantil Rita Silva – Foto: Assessoria Pneumologista explica detalhes sobre o novo aliado na luta contra doenças respiratórias graves A chegada da vacina contra a bronquiolite ao Sistema Único de Saúde (SUS) marca um importante avanço na saúde infantil do país. A nova imunização, voltada especialmente para proteger bebês e crianças pequenas contra o vírus sincicial respiratório (VSR) — principal causador da bronquiolite — promete reduzir internações e complicações respiratórias que preocupam famílias e profissionais da saúde. A bronquiolite é uma infecção que atinge as vias respiratórias inferiores, sendo mais comum em bebês de até dois anos de idade. O vírus sincicial respiratório é o maior responsável por casos graves que levam à hospitalização, especialmente em prematuros e crianças com doenças cardíacas ou pulmonares pré-existentes. Segundo a pneumologista infantil Rita Silva, a introdução da vacina representa um marco na prevenção das doenças respiratórias mais graves na infância. “Durante o outono e o inverno, observamos um aumento significativo dos casos de bronquiolite. Muitos bebês chegam aos hospitais com dificuldades respiratórias, necessitando de oxigênio e até internação em UTI. Ter uma vacina disponível é um avanço que vai salvar vidas”, afirma a especialista. A vacina, que já é utilizada em outros países com resultados expressivos na redução das internações pediátricas, começará a ser aplicada de forma gradual no SUS, priorizando os grupos mais vulneráveis. O Ministério da Saúde pretende incluir a imunização no calendário nacional para bebês dentro da faixa etária definida como de maior risco. Rita Silva explicou ainda que o imunizante atua fortalecendo o sistema imunológico das crianças contra o vírus, diminuindo as chances de infecção grave. “Essa vacina vem somar à importância da prevenção. Assim como a higiene das mãos e o cuidado em evitar ambientes fechados e aglomerações, agora teremos uma ferramenta científica comprovada para reduzir o impacto da bronquiolite na saúde infantil”, ressaltou. Além de proteger diretamente as crianças, a nova vacina também trará reflexos positivos para o sistema de saúde. Com menos internações por infecções respiratórias, os hospitais poderão direcionar recursos para outras demandas pediátricas e emergenciais. “A pneumologia infantil ganha um aliado poderoso. A vacinação vai ajudar a quebrar o ciclo de infecção e reduzir o sofrimento de milhares de famílias. É uma conquista para todos que lutam pela saúde das nossas crianças”, conclui Rita Silva.

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Dra. Eudócia representa o Senado Brasileiro em missão internacional sobre inovação em saúde e combate ao câncer

Foto: Assessoria A senadora Dra. Eudócia (PL–AL) irá representar o poder Legislativo brasileiro em missão oficial ao Reino Unido e à Rússia para tratar de cooperação internacional na área da saúde. A iniciativa tem como foco o intercâmbio de experiências sobre políticas públicas, inovação e o desenvolvimento de tecnologias voltadas ao enfrentamento do câncer, segunda principal causa de morte no Brasil e a maior no Reino Unido. A missão integra as ações do Senado Federal voltadas à diplomacia científica e à articulação de parcerias estratégicas com outros países. No Reino Unido, a senadora cumprirá agenda em instituições de referência como as universidades de Oxford e Cambridge, reconhecidas pelos estudos sobre vacinas personalizadas contra o câncer. A parlamentar também visitará as farmacêuticas AstraZeneca e GSK, que mantêm cooperação com o governo britânico em pesquisas na área de biotecnologia e medicina de precisão. Durante o trabalho, Dra. Eudócia conhecerá o funcionamento do NHS (Serviço Nacional de Saúde Britânico), que desenvolve um programa pioneiro para testar 10 mil vacinas contra o câncer em pacientes do sistema público até 2030. A senadora também se reunirá com representantes da MHRA, agência reguladora responsável pela análise e aprovação de novas tecnologias e terapias no Reino Unido, com o intuito de compreender o modelo britânico de regulação e incorporação de inovações em saúde. Na Rússia, a agenda inclui visitas a centros de pesquisa e desenvolvimento de biotecnologia, com destaque para o Instituto Gamaleya, responsável pela criação de uma vacina oncológica que será aplicada em pacientes ainda neste mês. A senadora pretende acompanhar de perto os avanços dessa iniciativa e discutir possibilidades de cooperação científica e tecnológica entre Brasil e Rússia. Segundo Dra. Eudócia, a troca de experiências com instituições estrangeiras tem potencial para gerar impactos diretos no fortalecimento das políticas públicas de saúde brasileiras. “O compartilhamento de conhecimento e a transferência de tecnologias são fundamentais para garantir que o Brasil avance na produção de vacinas, no acesso a terapias inovadoras e na melhoria do atendimento à população”, afirmou. Entre os benefícios esperados estão o aprimoramento dos processos de regulação e incorporação tecnológica no SUS, a capacitação de profissionais da rede oncológica e o incentivo à produção nacional de medicamentos. A missão também deve contribuir para a formulação de políticas que integrem ciência, inovação e gestão pública na construção de um sistema de saúde mais moderno e eficiente.

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Cárie pode afetar o coração? Em Maceió, hospital realiza triagem odontológica em crianças com problemas cardíacos ; veja por quê

Foto: Assessoria Antes de qualquer procedimento cirúrgico, os pacientes do Hospital do Coração Alagoano, em Maceió, passam por uma avaliação odontológica completa. A medida é essencial para evitar complicações durante o tratamento, já que infecções bucais podem representar sérios riscos à saúde do coração. Um dos pacientes acompanhados pela equipe é o pequeno Rhuan Levi Sena da Conceição, de 6 anos, que chegou ao ambulatório cheio de curiosidade e sorrisos. Diagnosticado com uma cardiopatia ainda durante a gestação, aos sete meses de gravidez da mãe, Roberta da Conceição, Rhuan recebe acompanhamento regular no Hospital do Coração Alagoano e também foi avaliado pela equipe de odontologia antes de sua cirurgia. “Rhuan é acompanhado por uma equipe muito cuidadosa. Fiquei tranquila ao saber que a dentista também iria avaliar ele, porque entendi que tudo está interligado. A saúde da boca influencia no coração”, relatou Roberta da Conceição, a mãe do paciente. Entre risadas e espontaneidade, o pequeno Rhuan fez questão de elogiar a dentista. “A tia é muito legal! Ela me ensinou a escovar direitinho e disse que, se eu cuidar dos meus dentes, vou ficar forte igual um super-herói!”, relatou, orgulhoso. Cuidado Fundamental Lídia Lisboa, odontopediatra no Hospital do Coração Alagoano, explica que o cuidado bucal é parte fundamental da segurança dos pacientes cardiopatas. “A saúde começa pela boca. Existem bactérias que têm livre acesso pela boca e podem causar endocardite bacteriana, uma infecção grave que atinge o coração. Por isso, qualquer foco de infecção – como cárie, obturação caída ou cavidade aberta – precisa ser tratado antes da cirurgia”, orienta a especialista. A odontopediatra no Hospital do Coração Alagoano reforça também a importância da prevenção. “Uma alimentação equilibrada, com menos doces, e a escovação correta, especialmente antes de dormir, são medidas simples que fazem toda a diferença na saúde das crianças. Cuidar dos dentes é cuidar do corpo inteiro”, destaca. *Com Assessoria

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Mariana Tokarnia – Repórter da Agência Brasil Publicado em 09/10/2025 – 07:02 Rio de Janeiro © Virgínia Muniz/CTVacinas Versão em áudio O Brasil está prestes a ter uma vacina contra a covid totalmente nacional. O país publicou o primeiro artigo científico sobre os resultados dos testes de segurança da vacina SpiN-TEC que mostram que o imunizante é seguro. A vacina avança agora para a fase final de estudos clínicos. A expectativa é que até o início de 2027, ela possa estar disponível para a população. A vacina foi desenvolvida pelo Centro de Tecnologia de Vacinas (CT-Vacinas) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em parceria com a Fundação Ezequiel Dias (Funed), com recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), gerido pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). Nos testes conduzidos, de acordo com o pesquisador e coordenador do CT-Vacinas, Ricardo Gazzinelli, a SpiN-TEC mostrou ter inclusive menos efeitos colaterais do que a vacina da norte-americana Pfizer. “Concluímos que a vacina se mostrou imunogênica, ou seja, capaz de induzir a resposta imune em humano. O estudo de segurança foi ampliado e ela manteve esse perfil, na verdade foi até um pouco mais, induziu menos efeitos colaterais do que a vacina que nós usamos, que é da Pfizer”, diz o pesquisador. A SpiN-TEC adota estratégia inovadora, a imunidade celular. Isso significa que ela prepara as células para que não sejam infectadas. Caso a infecção ocorra, a vacina capacita o sistema imunológico a atacar apenas as células atingidas, que são destruídas. Essa abordagem mostrou-se mais eficaz contra variantes da covid-19 nos ensaios em animais e em dados preliminares em humanos. Testes clínicos Ao todo, o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) investiu R$ 140 milhões no desenvolvimento da vacina, por meio da RedeVírus, apoiando todas as etapas de testes, desde os ensaios pré-clínicos até as fases clínicas 1, 2 e 3. A fase 1 do estudo contou com 36 voluntários, de 18 a 54 anos, e teve como objetivo avaliar a segurança do imunizante em diferentes dosagens. Já a fase 2 contou com 320 voluntários. Agora, os pesquisadores aguardam autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para iniciar a fase 3, com estimativa de 5,3 mil voluntários de todas as regiões do Brasil. De acordo com Gazzinelli, esse é também um marco para o Brasil. O país, segundo o pesquisador tem “um ecossistema de vacinas quase completo”, com pesquisas em universidades, fábricas de produção de vacinas e distribuição dos imunizantes pelo Sistema Único de Saúde (SUS). “O que nós não temos é exatamente essa transposição da universidade para o ensaio clínico, né? Não temos exemplo disso feito no Brasil. Os ensaios clínicos normalmente são com produtos vindo de fora. Ideias, vacinas idealizadas fora. E esse foi um exemplo de uma vacina idealizada no Brasil e levada para os ensaios clínicos”, explica. Gazzinelli destaca que esse é um passo importante inclusive para outras pesquisas. “Eu acho que isso agrega uma expertise que nós não tínhamos e também um aspecto muito importante não só na área de inovação tecnológica de vacinas, mas para outros insumos da área de saúde”, diz . Caso seja aprovada em todas as fases do estudo, a expectativa, de acordo com o pesquisador, é que a vacina brasileira possa ser disponibilizada no SUS até o início de 2027. Outras vacinas O CT-Vacinas é um centro de pesquisas em biotecnologia criado em 2016, como resultado da parceria entre a UFMG, o Instituto René Rachou da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz-Minas) e o Parque Tecnológico de Belo Horizonte. Atualmente, reúne cerca de 120 pesquisadores, estudantes e técnicos. “O MCTI observou, durante a pandemia, que o Brasil não tinha uma autonomia, não tinha soberania para desenvolver vacinas. Eu digo que um dos grandes legados desse programa além, obviamente, da vacina contra covid, é que aprendemos o caminho de levar uma vacina para a Anvisa e fazer o teste clínico”, diz Gazzinelli. Além da pesquisa sobre covid, o centro trabalha no desenvolvimento de vacinas contra outras doenças, como malária, leishmaniose, chagas e monkeypox. O pesquisador e coordenador do CT-Vacinas reforça: “Nós sabemos que vacinas realmente protegem. Evitam, inclusive, a mortalidade. De novo, quanto mais gente vacinado, mais protegida está a população”.

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Dia D de Vacinação Antirrábica imuniza mais de 3,5 mil animais em Delmiro Gouveia

A ação faz parte da campanha municipal de vacinação, que já contabiliza mais de 8,2 mil cães e gatos vacinados e segue até o dia 15 deste mês. A Prefeitura Municipal de Delmiro Gouveia, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, realizou neste sábado, 4, o Dia D da Campanha de Vacinação Antirrábica, imunizando 3.525 animais, sendo 2.348 cães e 1.177 gatos. A iniciativa faz parte das ações de saúde pública voltadas para a prevenção da raiva, uma doença grave que pode afetar tanto os animais quanto os seres humanos. Até o momento, a campanha já contabiliza 8.225 animais vacinados em todo o município. Esses números evidenciam o comprometimento da população e das equipes de saúde com a proteção e o bem-estar dos pets. A vacinação antirrábica é essencial para prevenir a transmissão do vírus da raiva, que é fatal em quase 100% dos casos quando não tratada. Além de proteger os animais, a imunização também é uma importante medida de segurança coletiva, pois evita a disseminação da doença entre espécies e garante a saúde da comunidade. A Secretaria de Saúde reforça que a vacina deve ser aplicada anualmente em cães e gatos a partir dos três meses de idade, garantindo a proteção contínua dos animais e de toda a população. Vacinar é um ato de amor e responsabilidade, que demonstra o cuidado e o respeito com a vida. Quem ainda não levou seu pet para vacinar tem até o dia 15 de outubro para comparecer ao ponto de vacinação, que agora será somente no Setor de Endemias, e garantir a proteção do seu companheiro.

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Açúcar ou adoçante? Especialista explica qual a escolha mais saudável

Nutricionista esclarece que a decisão depende de diversos fatores, como condição de saúde e hábitos alimentares Açúcar  Crédito:  photohasan | Shutterstock Quando o assunto é adoçar cafés, sucos e sobremesas, a dúvida é comum: é melhor usar açúcar ou adoçante? A resposta não é tão simples e depende de diversos fatores, como condição de saúde, hábitos alimentares e quantidade consumida. Segundo a nutricionista clínica e hospitalar Lucyulla Araújo, ambos cumprem a mesma função fisiológica de elevar os níveis de glicose no sangue. “Do ponto de vista fisiológico, não se pode afirmar que exista um conceito absoluto de “mais saudável” que o outro. O açúcar por ser um carboidrato simples, possui quantidade calórica mais elevada, enquanto os adoçantes fornecem quantidades baixas de calorias ou inexistente”, explica. De acordo com a especialista, o açúcar branco é o menos indicado, pois passa por intenso processo de refinamento, que elimina fibras, minerais e vitaminas, além da adição de químicos para alcançar uma coloração bastante clara. Já o mascavo e o demerara sofrem menos processamento industriais, preservando uma parcela maior dos nutrientes. Para pessoas saudáveis, essas são as opções mais recomendadas. Já no caso de quem tem diabetes, obesidade ou restrições específicas, a melhor escolha são os adoçantes naturais, como stevia e xilitol, que praticamente não têm calorias. “Vale lembrar que para um estilo de vida saudável, o ideal é evitar ao máximo o açúcar”, alerta. Quanto consumir A recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) é que os açúcares adicionados sejam, no máximo, 10% do valor energético total diário. Em uma dieta de 2.000 calorias, por exemplo, o consumo deve ser de cerca de 50 gramas por dia. “É importante lembrar que essa porcentagem não é apenas para carboidratos refinados, mas também o consumo de alimentos in natura como fruta, mel e sucos”, ressalta a profissional. Consumo em excesso Tanto o consumo exagerado de açúcar quanto de adoçantes pode trazer prejuízos ao organismo. Entre os efeitos mais preocupantes estão: Picos de glicemia; Aumento da ansiedade e da pressão arterial; Elevação dos níveis de colesterol e triglicerídeos; Inflamação; Resistência à insulina; Acúmulo de gordura no fígado (esteatose hepática); Maior risco de desenvolvimento de alguns tipos de câncer. Por: Elaine Sanoli

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Infecções por Aedes aegypti elevam risco de complicações no parto

Por editor_portalal7.com.br 26 de setembro de 2025 Foram analisados mais de 6,9 milhões de nascidos entre 2015 e 2020 Agência Brasil Foto: FRAME EBC   Doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti, como dengue, zika e chikungunya, chamadas arboviroses, representam uma preocupação crescente para a saúde materno-infantil no Brasil. Um estudo da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) – publicado recentemente sobre saúde pública na revista Nature Communications – analisou mais de 6,9 milhões de nascidos vivos no país entre 2015 e 2020. Ele revelou que a infecção por esses vírus durante a gravidez está associada a maiores riscos de complicações no parto e para os recém-nascidos, incluindo parto prematuro, baixo peso ao nascer e até morte neonatal. A pesquisa – conduzida por cientistas do Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para Saúde (Fiocruz Bahia) – indica que a infecção por arboviroses durante a gestação elevou o risco de parto prematuro, baixo escore de Apgar (avaliação rápida realizada após o nascimento para verificar a adaptação à vida fora do útero) e óbito neonatal.  Anomalias A dengue, além de estar ligada ao parto antes do tempo e ao baixo peso, também mostrou associação com alterações estruturais e funcionais no desenvolvimento do feto, chamadas de anomalias congênitas. No caso da zika, os efeitos adversos foram ainda mais amplos, com destaque para a má-formação congênita, cujo risco foi mais que duplicado entre bebês de mães infectadas.  O pesquisador Thiago Cerqueira-Silva avaliou, no entanto, que os padrões de risco variam entre o vírus e o período da infecção. Risco de morte “O estudo fornece evidências robustas e detalhadas que desmistificam a ideia de que apenas a zika é uma grande ameaça na gravidez. Demonstramos que a chikungunya e a dengue também têm consequências graves, como o aumento do risco de morte neonatal e anomalias congênitas. Essa informação é crucial para direcionar a atenção clínica e de saúde pública”, explicou. O pesquisador esclareceu que o estudo traz novas evidências sobre os impactos das infecções por arbovírus na gestação, indicando períodos de maior vulnerabilidade em cada trimestre. A variação do risco sugere que diferentes mecanismos biológicos atuam em cada fase, o que reforça a importância da vigilância e da prevenção ao longo de toda a gravidez. Prevenção Para Thiago, os resultados do estudo deixam claro que é preciso fortalecer as medidas de prevenção durante a gestação. Isso não apenas protege a saúde das mães, mas também ajuda a evitar consequências que podem marcar a vida dessas crianças por muitos anos. Em comunidades vulnerabilizadas, a maior exposição ao mosquito transmissor aumenta o risco de infecção e os efeitos durante a gravidez tendem a ser mais severos. Além disso, o peso financeiro no cuidado de crianças com anomalias congênitas ou complicações neonatais recai de forma desigual sobre famílias com baixa renda. Diante desse cenário, o pesquisador defende a urgência de ampliar a cobertura vacinal contra dengue, e adicionar a vacinação contra chikungunya na política nacional de imunização. Deve-se “garantir que as vacinas existentes (dengue e chikungunya) sejam oferecidas gratuitamente e com ampla cobertura, independentemente de sua condição socioeconômica. Além disso, campanhas educacionais informando sobre os riscos associados à dengue e à chikungunya durante a gestação são necessárias, uma vez que atualmente apenas os impactos negativos da zika são bem difundidos”, finalizou. 

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Pressão 12 por 8 passa a ser considerada pré-hipertensão

Objetivo da reclassificação é identificar indivíduos em risco Paula Laboissière – Repórter da Agência Brasil © Divulgação/SESA/Governo do Paraná Uma nova diretriz brasileira de manejo da pressão arterial passa a considerar a aferição 12 por 8 não mais como pressão normal, mas como indicador de pré-hipertensão. O documento foi elaborado pela Sociedade Brasileira de Cardiologia, pela Sociedade Brasileira de Nefrologia e pela Sociedade Brasileira de Hipertensão. De acordo com a Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial 2025, a reclassificação tem como objetivo identificar precocemente indivíduos em risco e incentivar intervenções mais proativas e não medicamentosas no intuito de prevenir a progressão do quadro de hipertensão dos pacientes. A partir de agora, portanto, para que a aferição passe a ser considerada pressão normal, ela precisa ser inferior a 12 por 8. Valores iguais ou superiores a 14 por 9 permanecem sendo considerados quadros de hipertensão em estágios 1, 2 e 3, a depender da aferição feita pelo profissional de saúde em consultório. Nas redes sociais, a Sociedade Brasileira de Cardiologia avaliou o documento como fundamental no sentido de orientar a prática clínica de cardiologistas em todo o país. “Atualização essencial para quem busca fazer medicina baseada em evidências e alinhada às recomendações mais recentes”, postou a entidade.

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