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Escola do Turismo: vagas para cursos gratuitos são ofertadas pelo Estado

Foto: Ascom Setur Vagas remanescentes para cursos gratuitos ministrados pelo Senac no interior do estado estão sendo ofertadas pela Secretaria de Estado do Turismo de Alagoas (Setur). Por meio do Programa Escola do Turismo, as aulas contemplam as regiões Cânions do São Francisco e Costa dos Corais, proporcionando oportunidades de qualificação no interior do Estado. As aulas gratuitas do Senac ocorrerão nas cidades de Olho d’Água do Casado, Passo de Camaragibe, Piranhas e São Miguel dos Milagres. Nestas turmas, é necessário realizar matrícula presencialmente nos locais de inscrição disponibilizados pelo Senac pelo interior conforme o seguinte cronograma: Olho d’Água do Casado Curso de qualidade no atendimento ao turista Inscrições presenciais até 23/11, das 8h às 12h, na Secult de Olho d’Água do Casado. Passo de Camaragibe Curso de serviço de manipulação de alimentos Inscrições presenciais até dia 17/11, das 8h às 12h, na Setur de Passo de Camaragibe ou na Escola Ernesto Gomes Maranhão Piranhas Curso de aperfeiçoamento de guia de turismo regional Inscrições presenciais até 23/11, das 8h às 12h, na Secult de Piranhas. São Miguel dos Milagres Curso de Serviço de Manipulação de Alimentos Inscrições presenciais até 17/11, das 8h às 12h, na Setur de São Miguel dos Milagres. De acordo com a secretária de Estado do Turismo de Alagoas, Bárbara Braga, iniciativas de fomento à qualificação profissional fortalecem a prestação de serviços no estado. “Proporcionando capacitação profissional gratuita pelo Programa Escola do Turismo, buscamos oferecer mão de obra qualificada para que os empreendimentos turísticos do estado possam expandir mantendo a excelência no atendimento. Com isso, conseguimos também concretizar o turismo como uma grande ferramenta de transformação social, gerando cada vez mais emprego e renda aos nossos cidadãos” destacou a secretária de Estado. No site www.setur.al.gov.br é possível conferir mais informações sobre os cursos, como carga horária e cronograma de execução. A Setur também disponibiliza o WhatsApp 82 98833-9510 para que dúvidas dos interessados nos cursos gratuitos possam ser sanadas. Por: ANH/AL

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Prefeitura inicia recadastramento de dados dos imóveis da capital; saiba como fazer

Foto: Secom Maceió A Prefeitura de Maceió iniciou o Recadastramento Imobiliário dos imóveis localizados na capital, sejam eles edificados ou não. O recadastramento deve ser realizado pelo titular ou co-titular do imóvel, pelo Portal do Cidadão (clique aqui), site de serviços da Secretaria Municipal de Fazenda (Sefaz). A primeira fase do recadastramento vai até o dia 30 de novembro. Ao acessar o Portal, o contribuinte municipal deve clicar na opção Recadastramento, conferir se as características do imóvel descritas pelo sistema condizem com as condições atuais e confirmar ou informar se houve algum tipo de alteração, destacando qual dado é divergente. Todo o processo de recadastramento é feito pela Internet. Ao acessar a plataforma, o cidadão também tem acesso a todos os imóveis vinculados a ele. A iniciativa da Fazenda Municipal visa atualizar o banco de dados cadastrais de todos os imóveis de Maceió, de modo auxiliar o poder público a entender e mapear informações importantes sobre a distribuição imobiliária na capital. De acordo com o diretor de Relacionamento com o Contribuinte, Phillippe Félix, com o processo de recadastramento feito pela Internet, é esperado que a Prefeitura de Maceió consiga mapear grande parte dos imóveis da capital, ainda este ano. “É um sistema fácil e simples, com uma interface didática que auxilia o cidadão a realizar essa consulta de dados de forma acessível, sem dificuldades. A ferramenta também traz alguns benefícios para o cidadão como por exemplo, apontar imóveis que estão listados por erro ou imóveis que já foram vendidos para outras pessoas, mas que ainda não tiveram o imposto de transmissão recolhido, entre outros”, diz. A Secretaria Municipal de Fazenda disponibiliza o e-mail atendimento@sefaz.maceio.al.gov.br para tirar dúvidas e oferecer orientações de forma remota. Por: ANH/AL

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Raio-X revela cocaína escondida no estômago de viajantes em aeroporto de SP

Foto: Reprodução / Globonews Seis nigerianos, passageiros de voos internacionais, foram flagrados pela Polícia Federal tentando embarcar no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, com dezenas de cápsulas de cocaína em seus estômagos. Ao entrevistar um passageiro na madrugada desta terça-feira (14), policiais federais perceberam que ele estava desconfortável, não se sentindo bem. Sua bagagem de mão passou pelo raio-x e os agentes fizeram uma busca pessoal no homem. O aparelho detector de traços de drogas e explosivos indicou que o homem havia tido contato com cocaína. Questionado, o suspeito confessou que havia engolido cápsulas com a droga. Outros cinco passageiros, alguns deles alvos da Receita Federal, foram submetidos ao mesmo exame, cujo resultados foram semelhantes. Eles também possuíam bilhetes de passagem com as mesmas características. Os homens foram conduzidos imediatamente a um hospital público para que pudessem passar por exames e, caso confirmada a ingestão, expelir as cápsulas com a droga de forma segura, informou a PF (Polícia Federal). Após passarem por exame médico detalhado, com realização de raio-X, ficou constatado que eles haviam engolido uma grande quantidade de cápsulas contendo cocaína. Os suspeitos possuem RNM (Registro Nacional de Migrante). Um deles já havia sido preso no aeroporto em razão de cumprimento de mandado de prisão, no ano de 2017, e outros 3 ingressaram no país com pedido de refúgio. Os presos, tão logo retornem em segurança do hospital, serão apresentados à Justiça Federal, onde responderão pelo crime de tráfico internacional de drogas. Por: ANH/SP

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Primeiro navio da temporada de cruzeiros chega a Alagoas neste sábado (18)

Foto: Secom Setur Alagoas recebe no próximo sábado (18) o navio MSC Grandiosa, o primeiro a atracar no Porto de Maceió nesta temporada, dando início à temporada de cruzeiros 2023/2024. Ao promover o Destino Alagoas, a Secretaria de Estado do Turismo (Setur) estará presente ao evento de inauguração da temporada 23/24, que ocorrerá na ocasião. O navio Grandiosa chegará às 8h, em Alagoas, e tem capacidade para mais de 6 mil passageiros a bordo. Saindo de Funchal, na Ilha da Madeira, em Portugal, a maior embarcação da temporada fará a primeira escala na capital alagoana e depois segue com destino a Santos (SP), sua parada final. Só este navio fará 18 conexões em Alagoas. Ao todo, serão 10 navios das companhias MSC, Costa e Norwegian, que farão 28 escalas no estado, entre os meses de novembro de 2023 e abril de 2024. A estimativa é de que o período deve registrar um grande fluxo de turistas com cerca de 140 mil visitantes de todo o mundo, aumentando significativamente os números alcançados na temporada anterior, que trouxe 75 mil turistas ao estado. Por: ANH/AL

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Servidores e policiais da PF fazem ato com suspensão de atividades

Foto: Divulgação Servidores e policiais da PF fazem ato com suspensão de atividades   Policiais federais e servidores administrativos da Polícia Federal (PF) vão parar várias atividades do órgão nesta quinta-feira (16). A ação faz parte de uma mobilização nacional que cobra a restruturação das carreiras. Em Alagoas, o ato está previsto para ocorrer a partir das 10h, em frente à Superintendência Regional da PF, que fica no Jaraguá. Os trabalhadores da corporação denunciam a falta de compromisso do Governo Federal com a proposta de valorização dessas carreiras. Entidades de classe também alegam desrespeito e descaso por parte do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), que tem como titular a ministra Esther Dweck. A pasta vem justificando que o governo ainda não teria encontrado uma solução para a implementação da reestruturação das carreiras policial e administrativa da PF. “Esperamos chamar a atenção para uma situação que se arrasta sem uma razão convincente, visto que a proposta foi chancelada pelo próprio governo federal. Entretanto, mesmo diante desse fato histórico, o MGI ainda não apresentou os meios necessários à sua execução”, afirma o presidente da Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef), Marcus Firme dos Reis. Esse é o segundo ato da mobilização realizada pela classe. O primeiro foi em outubro deste ano. A expectativa é de que no próximo dia 28 ocorra uma reunião entre o MGI, a Polícia Federal, entidades de classe e o Ministério da Justiça e Segurança Pública. No dia seguinte, 29 de novembro, os policiais e servidores administrativos da PF vão participar de uma sessão solene na Câmara dos Deputados alusiva ao Dia do Policial Federal, onde também será realizado um ato a favor da reestruturação dessas carreiras. Por: ANH/AL

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Governo brasileiro apoia resolução que prevê pausa humanitária em Gaza

@Marcelo Camargo/Agência Brasil Proposta aprovada na ONU teve 12 votos a favor e três abstenções   O Ministério da Relações Exteriores informou, nesta quarta-feira (15), que o governo brasileiro recebeu “com satisfação” a notícia da aprovação, pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU), da primeira resolução relativa à atual crise humanitária na Faixa de Gaza, resultante do conflito entre Israel e o grupo palestino Hamas. O texto foi apoiado pelo Brasil, que até dezembro ocupa um assento para membros não permanentes no órgão. “A resolução, com foco na proteção de crianças, proposta por Malta e apoiada pelo Brasil e pelos demais membros não permanentes, foi aprovada com 12 votos a favor. Estados Unidos, Reino Unido e Rússia optaram pela abstenção”, diz a pasta, em comunicado, explicando que o texto aprovado exige que as partes cumpram suas obrigações em matéria de direito internacional e do direito internacional humanitário, em especial no que se refere a civis e crianças. Segundo o Itamaraty, a resolução pede a implementação de “pausas e corredores humanitários urgentes e prolongados em toda a Faixa de Gaza por um número suficiente de dias”, para que ajuda humanitária de emergência possa ser prestada à população civil por agências especializadas da ONU, pela Cruz Vermelha Internacional e por outras agências humanitárias imparciais. O texto pede também a “libertação imediata e incondicional de todos os reféns” mantidos pelo Hamas e por outros grupos, rejeita o deslocamento forçado de populações civis e demanda a normalização do fluxo de bens e serviços essenciais para Gaza, com prioridade para água, eletricidade, combustíveis, alimentos e suprimentos médicos. No mês passado, o Conselho de Segurança rejeitou a proposta apresentada pelo governo brasileiro que pedia pausas humanitárias aos ataques entre Israel e o Hamas para permitir o acesso de ajuda à Faixa de Gaza. O resultado da votação foi 12 votos a favor, duas abstenções, sendo uma da Rússia, e um voto contrário, por parte dos Estados Unidos. Por se tratar de um membro permanente, o voto norte-americano resultou na rejeição da proposta brasileira. O Conselho de Segurança da ONU é o responsável por zelar pela paz internacional. São cinco os membros permanentes: China, França, Rússia, Reino Unido e Estados Unidos. Fazem parte do conselho rotativo Albânia, Brasil, Equador, Gabão, Gana, Japão, Malta, Moçambique, Suíça e Emirados Árabes. Para que uma resolução seja aprovada, é preciso o apoio de nove do total de 15 membros, sendo que nenhum dos membros permanentes pode vetar o texto. O conflito No dia 7 de outubro, o Hamas, que controla a Faixa de Gaza, lançou um ataque surpresa de mísseis contra Israel, com incursão de combatentes armados por terra, matando civis e militares e fazendo centenas de reféns israelenses e estrangeiros. Em resposta, Israel bombardeou várias infraestruturas do Hamas, em Gaza, e impôs cerco total ao território, com o corte do abastecimento de água, combustível e energia elétrica. Os ataques já deixaram milhares de mortos, feridos e desabrigados nos dois territórios. A guerra entre Israel e Hamas tem origem na disputa por territórios que já foram ocupados por diversos povos, como hebreus e filisteus, dos quais descendem israelenses e palestinos. Fonte: Agência Brasil

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Eliminatórias: Diniz aposta em seleção renovada para voltar a vencer

© Vitor Silva/CBF/Direitos Reservados Tentando retomar o caminho das vitórias para se aproximar da liderança da classificação das Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2026, o Brasil visita a Colômbia a partir das 21h (horário de Brasília) desta quinta-feira (16), no estádio Metropolitano, em Barranquilla. A Rádio Nacional transmite a partida. Diante do 5º colocado da competição, com 6 pontos na classificação, o técnico Fernando Diniz não espera facilidades para a seleção brasileira, que ocupa a 3ª posição com 7 pontos. “Jogar em Barranquilla é sempre difícil: vamos enfrentar muito calor, apoio maciço da torcida e, além disso, a força do futebol colombiano, que tem uma seleção muito boa”, declarou o comandante da seleção brasileira durante entrevista coletiva concedida na última quarta-feira (15). Para tentar retomar o caminho das vitórias na competição, após empate com a Venezuela e revés com o Uruguai, Diniz deve optar por uma formação muito ofensiva, com quatro jogadores de frente, na qual tentará aproveitar o entrosamento de Rodrygo e Vinícius Júnior, que ocuparão a faixa central do ataque: “É uma forma de aproveitar o momento deles no Real Madrid [Espanha]. Eles já têm jogado de uma forma mais centralizada. O Rodrygo tem uma característica de um encaixe perfeito do que penso de futebol. Ele não vai mudar muito a característica do que vinha fazendo nos outros jogos. Com a entrada do Martinelli podem acontecer trocas nos lados, ter uma tendência de ter mais movimento e trocas posicionais, e com o próprio Raphinha. Esperamos aproveitar ao máximo esses quatro jogadores para criar dificuldades para os adversários”. Outras novidades devem ser as entradas na equipe titular do goleiro Alisson, dos laterais Emerson Royal e Renan Lodi, do volante André e dos atacantes Raphinha e Gabriel Martinelli. Com isso, a seleção brasileira deve entrar em campo com: Alisson; Emerson Royal, Marquinhos, Gabriel Magalhães e Renan Lodi; André, Bruno Guimarães e Rodrygo; Raphinha, Vinícius Júnior e Gabriel Martinelli. A equipe de Fernando Diniz terá como adversário uma seleção da Colômbia que ainda está invicta nas Eliminatórias. Após derrotar a Venezuela na estreia, ficou no empate com Chile, Uruguai e Equador. Para tentar derrotar o Brasil em casa, a equipe comandada pelo técnico Néstor Lorenzo confia muito no talento do atacante Luis Díaz, do Liverpool (Inglaterra), e dos meias James Rodríguez, do São Paulo, e Jhon Arias, do Fluminense. Fonte: Agência Brasil

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Presidente Lula sanciona lei para reduzir filas do INSS

© Tomaz Silva/Agência Brasil Norma também trata de atendimento a populações indígenas   Os pedidos de aposentadorias e benefícios terão análise mais rápida na Previdência Social. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a Lei nº 14.724/2023, que cria o Programa de Enfrentamento à Fila da Previdência Social (PEFPS), que pretende reduzir o tempo de espera no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Publicada em edição extraordinária do Diário Oficial da União na noite desta terça-feira (14), a lei resulta de medida provisória editada em julho e aprovada pela Câmara dos Deputados em outubro e pelo Senado no último dia 1º. Para reduzir as filas, o programa prevê a retomada do bônus de produtividade aos funcionários que trabalharem além da jornada regular, tanto na análise de requerimentos de benefícios como na realização de perícias médicas. O programa também autoriza, em caráter excepcional, a aceitação de atestados médicos e odontológicos ainda não avaliados para conceder licenças médicas ou para acompanhamento de tratamento da família sem perícia oficial. Terão prioridade no recebimento dos bônus os funcionários e médicos peritos que trabalharem em processos administrativos com mais de 45 dias ou com prazo final expirado. Os servidores administrativos do INSS receberão bônus de R$ 68 por tarefa; e os médicos peritos, de R$ 75 por perícia. O adicional de produtividade foi pago em 2019, com a mesma finalidade de diminuir as filas nos pedidos de aposentadorias, pensões e auxílios. Outras medidas Além da redução das filas do INSS, a lei traz medidas relativas ao atendimento à população indígena e à reestruturação de cargos no Poder Executivo Federal. A lei transforma cargos efetivos vagos em outros cargos efetivos e em comissão ou funções de confiança, para atender à demanda de órgãos e entidades do governo. A lei também simplifica a gestão de cargos e funções para ampliar o prazo das contratações temporárias para a assistência à saúde de povos indígenas e, por fim, estabelece regras específicas de pessoal para exercício em territórios indígenas. Funai A nova lei também altera a Lei nº 8.745, de 9 de dezembro de 1993, que trata de contratações na Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai). Os concursos públicos para a autarquia agora deverão reservar de 10% a 30% das vagas para a população indígena. Os servidores públicos em exercício na Funai e na Secretaria de Saúde Indígena (Sesai) do Ministério da Saúde poderão trabalhar em regime de revezamento de longa duração, conforme o interesse da administração. Pela legislação, o trabalho nessa modalidade permite que o servidor permaneça em regime de dedicação ao serviço por até 45 dias consecutivos, assegurado um período de repouso remunerado que pode variar da metade ao número total de dias trabalhados. A lei determina ainda que somente pessoas aprovadas em concursos públicos poderão exercer atividades diretas nos territórios indígenas. Os processos seletivos poderão prever pontuação diferenciada aos candidatos que comprovem experiência em atividades com populações indígenas. Fonte: Agência Brasil

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El Niño: pesquisadores preveem mais calor no Sudeste e Centro-Oeste

@Paulo Pinto/Agência Brasil Efeitos do evento climático devem persistir até abril de 2024   A onda de calor sentida nos últimos dias nas regiões Sudeste e Centro-Oeste do país sofre influência do fenômeno El Niño, segundo apontam pesquisadores ouvidos pela Agência Brasil. A Organização Meteorológica Mundial (OMM) estima que os efeitos do El Niño devem ser sentidos pelo menos até abril do próximo ano. “Tudo indica que teremos um verão extremamente quente. É um El Niño de intensidade muito forte que, juntamente com o aquecimento global, produz esses efeitos que nós estamos vendo”, diz o coordenador da Rede Clima da Universidade de Brasília (UnB), Saulo Rodrigues Pereira Filho. Como efeitos do fenômeno climático, ele cita ainda a seca no Amazonas, as chuvas intensas no Sul do país e o calor extremo no Sudeste e no Centro-Oeste. Os termômetros do Rio de Janeiro já haviam superado os 40°C em algumas ocasiões nesta semana. Na capital fluminense, a sensação térmica superou os 58°C nesta terça-feira (14). Já no Centro-Oeste, dados do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) relativos a ontem indicaram que Cuiabá foi a capital mais quente do país. Ricardo de Camargo, meteorologista do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo (USP) também crê que essa onda de calor intensa pode se repetir. “Realmente podemos enfrentar situações parecidas como essa justamente por conta da influência do El Niño. É bem provável que a gente tenha as condições propícias para o acontecimento de novas ondas de calor. O que não dá para fazer é uma antecipação tão fidedigna e tão assertiva de quando isso pode acontecer.” O fenômeno El Niño é caracterizado pelo enfraquecimento dos ventos alísios (que sopram de Leste para Oeste) e pelo aquecimento anormal das águas superficiais da porção leste da região equatorial do Oceano Pacífico. As mudanças na interação entre a superfície oceânica e a baixa atmosfera têm consequências no tempo e no clima em diferentes partes do planeta. Isso porque a dinâmica de circulação das massas de ar adota novos padrões de transporte de umidade, afetando a temperatura e a distribuição das chuvas. Prefeitura de São Paulo distribui água no Vale do Anhangabau, onde os termômetros marcaram 39 °C nesta terça-feira (14) – Paulo Pinto/Agência Brasil O El Niño – que ocorre em intervalos de tempo que variam entre três e sete anos – persiste em média de seis a 15 meses. Segundo Saulo Rodrigues, no Brasil, o fenômeno provoca seca nas regiões Norte e Nordeste. Já o Sul registra ocorrência de chuvas torrenciais e ciclones extratropicais. No Sudeste, conforme observa Ricardo de Camargo, a transição para o regime de chuvas, como é esperada para essa época do ano, está demorando. “Estamos tendo um período extremamente longo em que não há atuação de nenhuma frente fria. Elas não estão conseguindo avançar em direção ao Sudeste e ao Centro-Oeste. Chove muito no Sul e as frentes frias vão embora direto para o oceano”. O meteorologista explica como a movimentação no Oceano Pacífico está ligada com essa situação. “A atmosfera sente a mudança do posicionamento das águas quentes que saem lá de perto da Ásia, da Austrália e da Oceania e vêm ocupar porções mais centrais ou até mais próximas da América do Sul. E aí existe um impacto. Uma das assinaturas é justamente essa dificuldade dos sistemas frontais conseguirem avançar mais em direção ao Sudeste e ao Centro-Oeste”. Aquecimento global Pelo menos 27 pessoas morreram em decorrência do furacão Otis, no México. Para especialistas em clima, eventos extremos como esse vão ocorrer com maior frequência e intensidade por causa do aquecimento global – REUTERS/Henry Romero Mas só o El Niño não é suficiente para explicar a situação, segundo avalia o pesquisador da UnB. Ele considera que o fenômeno tem uma influência importante, mas a análise desses eventos extremos deve considerar em primeiro lugar o aquecimento global. O pesquisador alerta para as projeções indicando que as ocorrências de fortes chuvas, calor extremo e secas severas deverão ficar mais frequentes e mais intensas. São episódios que podem desencadear desastres socioambientais e problemas de saúde. “Já existe um conhecimento científico sólido sobre a capacidade que as mudanças climáticas possuem de produzir grandes perdas e danos para a sociedade e para as atividades produtivas. As populações vulneráveis se tornam muito potencialmente vítimas desse cenário”, observa Saulo Rodrigues. De acordo com Ricardo de Camargo, não dá mais para colocar em dúvida que as mudanças climáticas estão em curso. “É inegável que as temperaturas estão cada vez mais altas em todos os lugares do planeta de uma maneira quase geral. Não há mais espaço para negacionismo com relação a isso. As projeções indicam que os sistemas transientes e os eventos extremos devem ficar mais frequentes, mais comuns e irão atingir com maior severidade. Se fizermos uma análise do que tem sido divulgado na mídia, veremos que realmente o mundo todo está enfrentando essas situações de episódios severos”. O meteorologista, no entanto, faz uma ponderação. “É difícil atribuir um percentual de responsabilidade da mudança climática nessa onda de calor que estamos vivenciando agora”, avalia. Segundo ele, considerando a mudança no regime de precipitação que tem se observado, é possível fazer a associação, mas com algum cuidado. Políticas Públicas Saulo Rodrigues observa que os principais responsáveis pelo aquecimento global são os países desenvolvidos, que emitem maior quantidade de gases de efeito estufa. Ao mesmo tempo, ele avalia que o Brasil tem um desafio. “Nós temos uma matriz energética com grande percentual de energia renovável. A matriz elétrica brasileira é 90% composta de energia renovável. Poucos países do mundo tem essa capacidade de produzir energia com baixas emissões de carbono. O Brasil tem esse ativo. O Brasil também tem a Floresta Amazônica e o Cerrado que retiram carbono da atmosfera. Isso é muito importante para o equilíbrio climático. Então o Brasil é parte da solução. O principal problema brasileiro é a questão do desmatamento”. O pesquisador da UnB cita alguns resultados positivos neste ano, com o registro da queda das taxas de desmatamento, mas faz um alerta. Segundo ele, o

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A cada 100 mortos pela polícia em 2022, 65 eram negros, mostra estudo

© Tânia Rêgo/Agência Brasil Proporção é de 87%, se considerados apenas aqueles com cor informada   O número de pessoas mortas pela polícia em apenas oito estados brasileiros chegou a 4.219 em 2022. Desse total, 2.700 foram considerados negros (pretos ou pardos) pelas autoridades policiais, ou seja, 65,7% do total. Se considerados apenas aqueles com cor/raça informada (3.171), a proporção de negros chega a 87,4%.  Os dados são do estudo Pele Alvo: a Bala não Erra o Negro, realizado pela Rede de Observatórios da Segurança, do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania (Cesec), e divulgado nesta quinta-feira (16), com base em estatísticas fornecidas pelas polícias do Rio de Janeiro, de São Paulo, da Bahia, de Pernambuco e do Ceará, Piauí, Maranhão e Pará, com base na Lei de Acesso à Informação (LAI). Dos oito estados, apenas o Maranhão não informou a cor/raça de qualquer um dos mortos. Já nos estados do Ceará e Pará, há um grande número de mortos sem identificação de cor/raça: 69,7% e 66,2% do total, respectivamente. Os dados mostram que a polícia baiana foi a mais letal no ano passado, com 1.465 mortos (1.183 tinham cor/raça informada). Desse total, 1.121 eram negros, ou seja, 94,8% daqueles com cor/raça informada, bem acima da parcela de negros na população total do estado (80,8%), segundo a pesquisa, feita com base em dados do Instituto Brasileiro e Geografia e Estatística (IBGE). Aliás, isso ocorre em todos os sete estados que informaram a cor/raça de parte das vítimas. No Pará, por exemplo, 93,9% dos mortos com cor e raça identificadas eram negros, enquanto o percentual de negros na população é de 80,5%, de acordo com o estudo. Os demais estados apresentaram as seguintes proporções de mortes de negros entre aqueles com cor/raça informada e percentuais de negros na população: Pernambuco (89,7% e 65,1%, respectivamente), Rio de Janeiro (87% e 54,4%), Piauí (88,2% e 79,3%), Ceará (80,43% e 71,7%) e São Paulo (63,9% e 40,3%). Racismo “Os negros são a grande parcela dos mortos pelos policiais. Quando se comparam essas cifras com o perfil da população, vê-se que tem muito mais negros entre os mortos pela polícia do que existe na população. Esse fator é facilmente explicado pelo racismo estrutural e pela anuência que a sociedade tem em relação à violência que é praticada contra o povo negro”, diz o coordenador do Centro de Estudos de Segurança e Cidadania (CESeC), Pablo Nunes. Nunes também destaca que há falta de preocupação em registrar a cor e raça dos mortos pela polícia em estados como Maranhão, Ceará e Pará. “A dificuldade de ser transparente com esses dados também revela outra face do racismo, que é a face de não ser tratado com a devida preocupação que deveria. Se a gente não tem dados para demonstrar o problema, a gente ‘não tem’ o problema e, se ‘não há’ problema, políticas públicas não precisam ser desenhadas.” O estudo mostrou ainda que, neste ano, a Bahia ultrapassou o Rio no total de óbitos (1.465 contra 1.330). Em terceiro lugar, aparece Pernambuco, com 631 mortes. “Isso significa um cenário de degradação das forças policiais baianas e um processo de falta de políticas públicas de ação do governo estadual para lidar com essa questão, elencando-a como prioridade e estabelecendo metas e indicadores de redução dessa letalidade por parte das forças policiais”, afirma Nunes. Segundo a Rede de Observatórios, a quarta edição do estudo demonstra o crescente nível da letalidade policial contra pessoas negras. “Em quatro anos de estudo, mais uma vez, o número de negros mortos pela violência policial representa a imensa maioria. E a constância desse número, ano a ano, ressalta a estrutura violenta e racista na atuação desses agentes de segurança nos estados, sem apontar qualquer perspectiva de real mudança de cenário”, afirma Silvia Ramos, pesquisadora da rede. Segundo ela, é preciso entender esse fenômeno como uma questão política e social. “As mortes em ação também trazem prejuízos às próprias corporações que as produzem. Precisamos alocar recursos que garantam uma política pública que efetivamente traga segurança para toda a população”, completa. Posicionamentos A Secretaria de Segurança de São Paulo informou, por meio de nota, que as abordagens da Polícia Militar obedecem a parâmetros técnicos disciplinados por lei, que criou a Divisão de Cidadania e Dignidade Humana e que seus protocolos de abordagem foram revisados. Além disso, oferece cursos para aperfeiçoar seu trabalho – nos cursos de formação, os agentes estudam ações antirracistas. Uma comissão analisa todas as ocorrências por intervenção policial e se dedica a ajustar procedimentos. A Polícia Civil paulista busca “estabelecer diretrizes e parâmetros objetivos, racionais e legais, sem qualquer tipo de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, origem, onde o policial civil, no desempenho da sua atividade”. A Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social do Pará (Segup) informa que, de janeiro a outubro de 2023, o estado alcançou redução de 22% nas mortes por intervenção de agentes do Estado, se comparado ao mesmo período de 2022, quando foram registrados, respectivamente,  440 e 569 casos em todo o Pará. A Segup ressalta que as ocorrências são registradas no Sistema Integrado de Segurança Pública pela Polícia Civil e que o campo “raça/cor” não é de preenchimento obrigatório, sendo a informação de natureza declaratória por parte de parentes ou da vítima no momento do registro. Na Bahia, a Secretaria da Segurança Pública ressalta que as ações policiais são pautadas dentro da legalidade e que qualquer ocorrência que fuja dessa premissa é rigorosamente apurada e todas as medidas legais são adotadas. A secretaria informa que investe constantemente na capacitação dos efetivos e também em novas tecnologias, buscando sempre a redução da letalidade e a preservação da vida. Para tanto, foi criado um grupo de trabalho voltado para a discussão e criação de políticas que auxiliem na redução da letalidade policial, promovendo uma análise mais aprofundada das informações provenientes dessas ocorrências, como o perfil das pessoas envolvidas, contextualização e região, entre outros dados que possam colaborar para a redução desses índices. A secretaria destaca ainda que a

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