D1ois bebês com apenas três meses de vida foram recentemente beneficiados pelo Projeto Respirar, uma iniciativa que visa aprimorar a qualidade respiratória de crianças através do diagnóstico e tratamento adequados de obstruções nas vias respiratórias. Ambos estão internados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Pediátrica do Hospital Geral do Estado (HGE), em Maceió, e foram submetidos a broncoscopia (visualização do sistema respiratório) e sonoendoscopia (exame para avaliação da anatomia da via aérea superior), sendo esses os primeiros procedimentos realizados no âmbito do projeto.
A filha da dona de casa Carla Vitória da Silva Barros foi a primeira a passar pelo centro cirúrgico. A internação ocorreu após o nascimento, quando a bebê apresentou cianose devido à ingestão do líquido do parto, resultando em complicações respiratórias e o desenvolvimento de laringomalácia, uma anomalia congênita comum em cerca de 70% dos casos de estridor (som ofegante durante a inalação) em crianças com menos de um ano.
A outra mãe beneficiada, Alexsandra Marques da Silva, acompanhou sua filha para os mesmos exames. O quadro começou com uma pneumonia que evoluiu para bronquiolite, levando à necessidade de intubação para auxiliar na respiração. Atualmente, a bebê está entubada, e os esforços concentram-se em libertá-la dos aparelhos.
O Projeto Respirar, financiado integralmente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), tem como missões principais melhorar a qualidade respiratória das crianças, promover diagnósticos precisos e prevenir traqueostomias. O ambulatório do projeto foi inaugurado no Hospital da Mulher (HM) em Maceió, em janeiro, e conta com uma equipe multidisciplinar especializada no atendimento a crianças com complicações relacionadas ao sistema respiratório.
O coordenador do projeto, o cirurgião torácico Wander Mattos, destaca o compromisso em proporcionar às crianças uma respiração adequada e uma vida saudável, além de enfatizar o esforço contínuo em estudos e inovações para melhorar a assistência. O Projeto Respirar é fruto da parceria entre a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) e a Secretaria Extraordinária da Primeira Infância (Cria), e o acesso ao serviço é realizado mediante encaminhamento do Sistema de Regulação Estadual (Sisreg) para crianças fora de unidades de saúde, ou diretamente nos hospitais mantidos pelo Governo de Alagoas quando apresentam o perfil indicado.
Fonte: Redação ANH/AL











