Futuro engenheiro espacial? João Pedro, de 12 anos, já se prepara para o ITA. Foto: Thiago Gadelha/SVM
De Caucaia para o mundo: jovem cearense é reconhecido entre os 100 prodígios globais
O cearense João Pedro Araújo, mais conhecido como JP das Galáxias, foi incluído na lista das 100 crianças prodígio do mundo, promovida pelo Global Child Prodigy Awards (GCP Awards). A premiação destaca jovens que estão transformando o futuro com soluções criativas, avanços na tecnologia e inovação em diversas áreas.
JP chamou a atenção ao ser aprovado no vestibular pela primeira vez com apenas 10 anos. Hoje, aos 12, o estudante do 8º ano do Ensino Fundamental celebrou a conquista com entusiasmo. “Fiquei muito feliz porque reconheceram meu esforço e porque, através da ciência, pude contribuir de alguma forma”, disse ele, em entrevista.
A mãe, a policial militar Sarah Araújo, compartilha do orgulho. Ela relembra o momento em que soube da notícia: “Ele me ligou dizendo ‘mãe, eu consegui’. Eu ainda estava meio sonolenta e só entendi depois que abri o e-mail. A alegria foi imensa”, contou.
Natural de Caucaia, na Região Metropolitana de Fortaleza, JP mudou-se com a família para a capital cearense com o objetivo de focar nos estudos. Segundo ele, o apoio da mãe foi essencial: “Sou muito grato a ela. Foi quem me apresentou a matemática, e logo de cara eu me encantei”, relata.
A dedicação deu frutos: João Pedro foi aprovado duas vezes no vestibular da Universidade Estadual do Ceará (Uece), nos cursos de Matemática e Física, e também em Administração, na Unifor. Mas seu maior sonho é cursar Engenharia Espacial no Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA).
Trajetória de um superdotado
Sarah percebeu cedo que o filho tinha um desenvolvimento atípico. “Ele era adiantado para algumas coisas e mais lento para outras”, lembra. João aprendeu a ler aos três anos e, desde pequeno, preferia livros, vídeos e sites ao invés de brinquedos.
“Ele nunca foi de brincar com carrinhos ou bonecos. O interesse dele sempre foi o conhecimento”, afirma a mãe. Aos quatro anos, descobriu a matemática e, sozinho, aprendeu as operações básicas. Com histórico de superdotação na família, Sarah buscou avaliação e, aos seis anos, JP recebeu o diagnóstico de altas habilidades/superdotação.
“Fiz tudo o que pude para apoiar seu desenvolvimento. Meu desejo é que ele e o irmão cresçam sendo o melhor que podem ser, no próprio ritmo”, diz ela.
A superdotação é identificada quando uma pessoa apresenta habilidades acima da média em áreas específicas do conhecimento. Segundo a Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva, de 2008, pessoas com altas habilidades/superdotação têm potencial elevado em uma ou mais áreas, podendo ser reconhecidas em qualquer fase da vida, embora muitas vezes isso ocorra na infância.
Redação: ANH/CE









